Mais uma vez passei o recesso de réveillon em Punta. Como sempre, foi espetacular. Praias lindas, amigos especiais e uma energia diferente de qualquer outra coisa. Só de caminhar na cidade já vem aquela sensação boa, os problemas parecem distantes e a península exala um sentimento de paz que é quase inexplicável.
A cidade é uma aula viva de arquitetura — e o mais incrível é perceber como uma cidade com tanta variedade de estilos arquitetônicos consegue conversar tão bem. Das casas mais simples voltadas ao continente até as torres beira-mar, tudo parece conversar. E isso não é sorte, é autenticidade.
Casapueblo – Uruguai
Andar por Punta é se surpreender a cada esquina. Em um dos primeiros dias de viagem, fiz um trajeto de carro do Porto (ponta da península) até José Ignacio, cerca de 35km de distância, com um único objetivo: prestar atenção EM TUDO! Mesmo em silêncio, foi uma das melhores aulas da minha vida.
José Ignacio – Uruguai
Encontrei desde construções que remetem ao estilo colonial espanhol até projetos ultramodernos, com linhas minimalistas e fachadas que parecem obras de arte. Em José Ignacio, por exemplo, as casas quase se camuflam na paisagem, com muita madeira e pedra, criando um visual despretensioso, mas extremamente elegante. Já na Playa Brava, no caminho da península, o cenário muda: as casas têm aquele charme clássico, enquanto as torres da península trazem uma pegada de praia urbana e mesclam estilos que se encaixam no visual da cidade.
É um show de coesão. Isso acontece porque os construtores e incorporadores confiam nos arquitetos. Eles permitem que os projetos saiam do óbvio, que tenham personalidade e que respeitem a essência do lugar.
No mercado imobiliário, é muito comum ver a repetição de fórmulas “seguras” — aquela coisa do “vamos fazer o que já deu certo em outro lugar”. Mas Punta mostra que, quando você dá espaço para a criatividade, o resultado pode ser muito mais interessante.
Para uma carreira de sucesso no ramo das intermediações imobiliárias, é necessário muito mais do que apenas conhecer o metro quadrado de cada bairro da cidade ou a diferença entre drywall e gesso acartonado. Na verdade, existem áreas de conhecimento indispensáveis para um corretor de imóveis que deseja prosperar e alcançar resultados consistentes.
Neste conteúdo, selecionei 3 livros que foram destaque no “Encontro de Ideias”, um momento reservado para que corretores, gestores e diretores da Noblesse discutam temas relacionados a diversas leituras.
MINDSET: A NOVA PSICOLOGIA DO SUCESSO – CAROL DWECK
Este livro aborda a importância do mindset, ou seja, a mentalidade que adotamos em relação ao nosso potencial de crescimento. São explicadas duas atitudes mentais diferentes: o mindset de crescimento, que acredita que habilidades podem ser desenvolvidas, e o mindset fixo, que acredita que as habilidades são fixas e imutáveis.
No mercado imobiliário, é comum ver corretores desmotivados após um negócio não se concretizar. Nesse sentido, é fundamental estarmos preparados para lidar com frustrações e encarar desafios como oportunidades de aprendizado.
ESSENCIALISMO – GREG MCKEOWN
Esta obra destaca a importância de focar no que é realmente essencial e eliminar informações e atividades irrelevantes. Em um mundo com excesso de informações e demandas constantes, é fácil se perder.
Muitas vezes, os corretores de imóveis se veem sempre pensando no próximo passo, no próximo cliente, na próxima oportunidade. No entanto, ser um essencialista permite direcionar a energia para as oportunidades mais promissoras, otimizando tempo e recursos.
COMO FAZER AMIGOS E INFLUENCIAR PESSOAS – DALE CARNEGIE
Ninguém gosta de lidar com uma pessoa de mau humor, não é mesmo? Todos preferem se relacionar com pessoas leves, sorridentes e empáticas. Portanto, naturalmente, as pessoas preferem comprar imóveis de profissionais que apresentam essas características.
No setor imobiliário, onde a construção de relacionamentos sólidos é essencial, a capacidade de se conectar com os clientes, ouvir atentamente suas necessidades, compreender seus pontos de vista e oferecer soluções personalizadas é crucial.
Apesar de ter sido publicado em 1937, grande parte do conteúdo deste livro ainda permanece relevante atualmente.
Fazer amigos e influenciar pessoas: atributos essenciais para todos os corretores de imóveis do mundo.
Após anos de queda do mercado imobiliário brasileiro, o cenário começou a mudar em meados de 2019 — taxas de juros caindo, nova lei dos distratos, sucesso de vendas em lançamentos e imóveis recuperando preços. Vislumbrava-se que o Brasil vivenciaria um novo ciclo virtuoso no setor, de forma muito mais responsável e consistente.
Para os especialistas, 2020 seria o melhor dos últimos seis anos. Porém, com a pandemia, tudo virou um grande ponto de interrogação. Será que vale a pena investir no mercado imobiliário? Essa ainda é uma boa opção para pequenos e médios investidores? Para responder essas questões, a Noblesse traz o artigo de Eduardo Sukienik, CEO da empresa e especialista no setor imobiliário há mais de 30 anos. Acompanhe!
O mercado imobiliário na pandemia
Para analisar o mercado imobiliário em relação a investidores nos tempos de pandemia, considero quatro pontos importantes: o primeiro, refere-se à taxa de juros do Brasil, que nunca esteve em níveis tão baixos; o segundo, com relação às incertezas político-econômicas e sanitárias, que implicam um elevado aumento dos riscos no mercado de capitais; o terceiro, que o imóvel passou e ter um papel de maior protagonismo na vida das pessoas; e o quarto, quando nota-se que o governo está vendo o segmento imobiliário como canal de recuperação da economia, promovendo muitas medidas de incentivo ao setor.
Pois o fato é que, mesmo em isolamento social, com imobiliárias e estandes de vendas fisicamente fechados, o mercado imobiliário não parou. Pelo contrário, o segmento sinaliza uma incrível e progressiva aceleração. Aliás, ressalto a impressionante performance desse mercado diante da quase estagnação das atividades econômicas atuais. Crescimento esse ainda aquém dos níveis pré-pandemia, mas quando comparado a outro setores, vê-se imensa expressão.
Por que o setor imobiliário volta a ser uma boa opção para o pequeno e médio investidor?
Inicialmente, porque o mercado financeiro passou a ser uma opção de dois extremos: sem riscos, os ganhos são ínfimos, próximos a 2,5% ao ano. Já na opção “correr riscos”, é inegável que, diante do atual cenário, estes nunca estiveram em patamares tão elevados.
Em contrapartida, o mercado imobiliário — salvo em análises de operações de swing trade (revendas em curto prazo) — sempre foi um bom e seguro investimento. Em um horizonte mais alongado, a curva de valorização de imóveis quase sempre aponta para cima. Destaca-se que o imóvel também pode gerar renda recorrente, além da própria valorização.
Mudanças no comportamento de consumo
O que estamos vendo é uma clara sinalização de aumento da demanda por conta do protagonismo que o imóvel de moradia assumiu na vida das pessoas, que agora valorizam o “ficar mais em casa”, “trabalhar em casa”, “curtir momentos em casa com a família”. O brasileiro, ao longo do isolamento social, começou a valorizar o papel da sua moradia em sua vida, o que vem modificando e estimulando seu comportamento de consumo, optando-se por imóveis maiores, mais área verde, mais área livre e maior conforto.
Soma-se, a esse novo padrão de consumo, os incentivos que o Governo está oferecendo, tanto para a indústria imobiliária quanto para os compradores: crédito farto, não seletivo e barato! Assim, a sinalização de aumento de demanda fica ainda mais forte.
Imóvel como investimento seguro e rentável
Além da valorização que se vislumbra por conta desse aumento da demanda, o imóvel também é gerador de receita. Alugar a 0,4% ao mês em relação ao valor investido, quando a rentabilidade de uma CDB (Certificado de Depósito Bancário) chegava próximo de 1%, era um péssimo negócio, mas hoje, diante das atuais taxas praticadas, passou a ser um investimento incrivelmente rentável na realidade do Brasil.
Como em qualquer investimento, no setor imobiliário é preciso conhecer o mercado, estar bem assessorado, investir em empresas sólidas e em produtos vencedores.Um imóvel é uma moeda forte e um investimento seguro! Sempre foi bom, e agora é melhor ainda. Conte com a Noblesse e faça um ótimo investimento.
Artigo assinado por Eduardo Sukienik, CEO da Noblesse e especialista no setor imobiliário